Ed Sheeran voltou aos palcos nos Estados Unidos neste sábado (19) em meio à repercussão da polêmica envolvendo a saída de Macklemore de sua turnê. Durante o show na Filadélfia, o cantor falou pela primeira vez sobre a situação em Gaza e classificou o cenário como “catastrófico, injustificável e desproporcional”.
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“O que está acontecendo em Gaza é catastrófico, injustificável e desproporcional. Meu coração ficou partido diante da dimensão da destruição e da perda de vidas civis, da perda de vidas de crianças”, afirmou Sheeran.
A declaração aconteceu depois de uma semana marcada por mudanças na programação da turnê americana. Macklemore, que faria a abertura de oito dos dez shows restantes nos Estados Unidos, deixou a agenda após um discurso em apoio aos palestinos.
O cantor se pronunciou antes do início da apresentação e disse que prefere que seus shows sejam associados à união e à humanidade, e não à política. Ainda assim, reconheceu que a situação acabou colocando o cantor no centro de uma discussão que foi além da música.
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“I honestly am so grateful that you’re here tonight with me.”
Ed Sheeran chokes up a bit during a speech at the beginning of his show tonight.
Almost no applause when he talks about his political views. Lots of applause when he talks about wanting to keep his music apolitical. https://t.co/Y0W4GrvV5K
— Steve McGuire (@sfmcguire79) September 20, 2026
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ToggleA polêmica e a saída de Macklemore
O episódio que desencadeou a crise aconteceu no início de setembro, durante uma apresentação de Macklemore em Nova Jersey. No palco, o rapper gritou “Free Palestine” e disse que queria que pessoas na Faixa de Gaza e na Cisjordânia soubessem que não haviam sido esquecidas.
A manifestação gerou uma petição do Conselho Israelense-Americano pedindo a retirada do artista da turnê de Sheeran.
Depois da saída de Macklemore, outros artistas que participariam das apresentações também desistiram. A banda irlandesa Beoga, que costumava acompanhar Ed Sheeran em parte do repertório, deixou a turnê em solidariedade ao rapper.
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Lukas Graham e Aaron Rowe chegaram a ser anunciados como substitutos de Macklemore, mas também não seguiram na programação. Finneas, que faria a abertura dos shows na América do Sul, anunciou igualmente a saída.
Em uma publicação nas redes sociais, Macklemore afirmou que artistas com carreira e visibilidade não deveriam ser tratados como vítimas diante da situação enfrentada pelos palestinos.
“Artistas não devem ser silenciados por se manifestarem contra a opressão”, escreveu Finneas ao comentar sua decisão.
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Após a saída dos outros artistas, Macklemore anunciou que destinaria US$ 1 milhão, equivalente a cerca de R$ 5,3 milhões na cotação atual, de seus ganhos líquidos com a turnê a organizações de assistência e desenvolvimento palestinas.
Mudanças e repercussão nos shows
Durante o show na Filadélfia, Sheeran afirmou ainda que está acostumado a receber críticas por sua música, mas que os acontecimentos dos últimos dias foram diferentes.
“Estou cometendo erros e peço desculpas, de verdade”, disse o cantor.
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Mesmo com as mudanças na programação, o cantor decidiu manter a apresentação. O artista já costuma realizar grande parte dos shows da turnê Loop sozinho, acompanhado apenas em alguns momentos por músicos convidados.
A apresentação deste sábado ocorreu enquanto manifestantes pró-Palestina se reuniam nas proximidades da arena.
Shows de Ed Sheeran no Brasil
A polêmica chega às vésperas da passagem de Ed Sheeran pelo Brasil. O cantor tem apresentações previstas para 5 e 6 de dezembro, em São Paulo.
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Finneas estava anunciado como atração de abertura dos shows brasileiros, mas deixou a turnê após os acontecimentos nos Estados Unidos. Até o momento, não foi informado um novo nome para substituí-lo.



