Eclipse, chuva de meteoros e anomalia magnética no Brasil: a semana da Ciência

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Eclipse, chuva de meteoros e anomalia magnética no Brasil: a semana da Ciência

Nesta quarta-feira (12), um eclipse solar total foi observado em partes da Europa, incluindo a Espanha continental, onde esse tipo de fenômeno não era visto desde 1905. O Olhar Digital transmitiu ao vivo!

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A boa notícia é que a espera pelo próximo eclipse solar não será tão longa.

Eclipses solares totais estão entre os fenômenos astronômicos mais raros de acompanhar de um mesmo lugar. Embora a NASA estime que uma determinada região da Terra precise esperar, em média, entre 375 e 400 anos para receber um eclipse total, esse intervalo não é uma regra – o tempo de espera pode ser muito menor ou chegar a vários séculos.

A razão está no tamanho reduzido da sombra projetada pela Lua. Durante um eclipse total, a parte mais escura dessa sombra, chamada umbra, geralmente tem apenas entre 100 e 200 quilômetros de largura. À medida que a Lua orbita a Terra e o planeta gira, essa sombra se desloca rapidamente pela superfície, formando uma faixa estreita conhecida como corredor de totalidade.

Como a imensa maioria do planeta fica fora dessa faixa, ver a escuridão total no quintal de casa exige uma combinação monumental de coordenadas. A distribuição dessas rotas também varia a cada evento. Os eclipses de uma mesma família, por exemplo, seguem o chamado Ciclo de Saros, que se repete aproximadamente a cada 18 anos, 11 dias e oito horas. Como essas oito horas correspondem a um período adicional de rotação da Terra, a região atingida pelo eclipse seguinte se desloca para outra parte do planeta.

Essa dinâmica explica por que alguns locais têm uma sequência incomum de eclipses, enquanto outros passam séculos sem observar um. Carbondale, nos Estados Unidos, teve a rara oportunidade de acompanhar eclipses totais em 2017 e 2024, apenas sete anos depois. Já Londres, na Inglaterra, enfrentou um intervalo de 837 anos entre os eventos de 878 e 1715.

Próximo eclipse solar

Depois do eclipse desta semana, o próximo eclipse solar total acontecerá em 2 de agosto de 2027. A faixa de totalidade atravessará partes da Espanha, do norte da África, do Oriente Médio e do oceano Índico, passando por países como Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Arábia Saudita, Iêmen e Somália. Gibraltar também estará na trajetória, assim como áreas dos oceanos Atlântico e Mediterrâneo.

No Brasil, porém, o evento será praticamente imperceptível. Apenas uma pequena área do Rio Grande do Norte terá eclipse parcial, entre aproximadamente 5h12 e 5h38, no horário de Brasília. Nesse local, menos de 1% do disco solar ficará encoberto pela Lua.


E quando é o próximo eclipse solar total no Brasil?

A espera por aqui já é longa: o último eclipse solar total visível no país aconteceu em 3 de novembro de 1994.

A próxima oportunidade? Só em 12 de agosto de 2045. A faixa de totalidade deverá atravessar principalmente o Norte e o Nordeste, passando por capitais como Belém, São Luís, João Pessoa e Recife. Em alguns locais, o Sol poderá ficar completamente encoberto por mais de quatro minutos.

Mas não será preciso esperar tanto para ver outros fenômenos do tipo: em 6 de fevereiro de 2027 (sábado de Carnaval!!), parte do Brasil poderá acompanhar um eclipse anular, o famoso “Anel de Fogo” – que também apareceu por aqui em 2023. Já em 2 de agosto de 2027, haverá um eclipse solar parcial visível no país.

Entre os próximos eclipses solares, um sábado de Carnaval bem diferente contará com uma presença ilustre nos céus de alguns locais privilegiados no Brasil. – Crédito: Imagem gerada por IA/Gemini

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Fim de uma era? Saiba por que eclipses solares totais não vão mais acontecer no futuro

Daqui a mais de 600 milhões de anos, a Terra vai perder um dos espetáculos mais impressionantes do céu. Uma transformação que já está em curso, embora imperceptível para nós, acabará mudando para sempre a forma como Sol, Lua e Terra se alinham.

A existência do eclipse solar total depende de uma coincidência: vista da Terra, a Lua apresenta um tamanho aparente muito próximo ao do Sol. No entanto, o resultado desse alinhamento varia conforme a distância do nosso satélite natural em relação ao planeta.

No eclipse parcial, apenas uma fração da estrela é coberta. No anular, a Lua está mais distante e parece pequena demais para ocultar todo o disco solar, deixando exposto um anel luminoso. Já no total, a Lua encobre o Sol por completo para quem está dentro da faixa atingida pela sua sombra mais escura, revelando a coroa solar. Há ainda o eclipse híbrido, um tipo raro em que o fenômeno varia entre anular e total dependendo da localização do observador.

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O problema é que essa dinâmica está mudando porque a Lua está se afastando da Terra. Como a órbita lunar é elíptica, a separação atual já varia de aproximadamente 356 mil quilômetros no perigeu (ponto mais próximo) a mais de 406 mil quilômetros no apogeu (ponto mais distante).

Medições com lasers apontados para refletores instalados na superfície lunar pelas missões Apollo confirmam que o satélite se afasta, em média, 3,8 centímetros por ano. Esse movimento é fruto da interação gravitacional e das forças de maré entre os dois corpos.

Para quem quer se aprofundar na explicação, é só clicar aqui!

El Niño: chance de fenômeno forte nos próximos meses salta para 95%

A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) aumentou para 95% a probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026. A estimativa consta na atualização divulgada nesta quinta-feira (13).

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No boletim anterior, publicado em 9 de julho, a agência calculava em 81% a chance de o fenômeno alcançar esse nível de intensidade no mesmo período.

Para o intervalo entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, que engloba o fim da primavera e o início do verão no Hemisfério Sul, a NOAA estima atualmente 90% de probabilidade de um El Niño muito intenso.

A agência também calcula em 69% a chance de o episódio ficar entre os maiores El Niños registrados desde 1950, considerando as projeções atuais para as temperaturas do Oceano Pacífico.

A atualização ocorre enquanto o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial vem se acelerando.

Saiba mais.

Nem estrela, nem buraco negro: este gigante misterioso desafia astrônomos

Astrônomos do MIT identificaram um objeto extremamente brilhante e avermelhado no universo primordial que pode representar um novo tipo de corpo astrofísico: uma “estrela de buraco negro”.

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Observado pelo James Webb, o objeto parece uma estrela gigantesca, mas libera energia em uma escala próxima à de um buraco negro. A descoberta também pode ajudar a explicar os misteriosos “pequenos pontos vermelhos” encontrados em imagens do universo distante.

Confira mais detalhes.

Chuva de meteoros Perseidas: as imagens ao redor do mundo

Todos os anos, entre meados de julho e fim de agosto, a Terra atravessa a nuvem de detritos deixada pelo cometa 109P/Swift-Tuttle. Quando esses resíduos atingem a atmosfera do nosso planeta, ocorre a Perseidas, uma chuva de meteoros de maior visibilidade no Hemisfério Norte, mas também observável (em menor escala) nos países abaixo da linha do equador, como o Brasil – a depender de fatores como condições meteorológicas favoráveis e mínima interferência possível de poluição luminosa.

Desta vez, a máxima dessa chuva ocorreu entre a noite de quarta (12) e a madrugada desta quinta-feira (13). Como a Lua estava no primeiro dia da fase nova, a visualização da chuva de meteoros Perseidas (que tem esse nome por se originar na constelação de Perseus) foi bem favorecida, permitindo aos observadores de diversas partes do mundo não apenas contemplar o momento, como também fazer belos registros do fenômeno – como estes que você confere a seguir.

perseidas porto rico
Chuva de meteoros Perseidas fotografada dois dias antes da noite de pico em Cabo Rojo, Porto Rico – Crédito: Frankie Lucena via APOD NASA
perseidas suécia
“Após um belíssimo eclipse solar de 80%, fui para a costa leste e presenciei uma linda chuva de meteoros Perseidas. Não foi a melhor que já vi, mas havia vários meteoros brilhantes e coloridos. Esta foto mostra dois deles com a Via Láctea ao lado”, relatou o autor da imagem acima, obtida em Vallentuna, Suécia. – Crédito: PM Hedén via APOD NASA
perseidas noruega
Um meteoro Perseidas registrado em Stavanger, Rogaland, sudoeste da Noruega – Crédito: Jon Helge Edvardsen via APOD NASA

Mais imagens estão aqui!

Brasil está no coração de uma anomalia do campo magnético da Terra

Existe uma região do planeta onde o campo magnético da Terra apresenta menor intensidade em comparação a outras áreas. Localizada sobre parte da América do Sul e do Oceano Atlântico Sul, a Anomalia Magnética do Atlântico Sul desperta o interesse dos cientistas por seus impactos na exploração espacial e por atingir diretamente o território brasileiro.

Para detalhar o que existe por trás desse fenômeno, o Olhar Espacial da última sexta-feira (7) recebeu Gelvam André Hartmann, docente do Departamento de Geologia e Recursos Naturais do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). 

Confira!

Maior mapa 2D do Universo tem bilhões de estrelas e galáxias; veja

O Universo ganhou o maior mapa 2D já produzido. O levantamento reúne 5,6 trilhões de pixels e quase 4 bilhões de objetos celestes, principalmente estrelas e galáxias, em uma representação que cobre cerca de 75% do céu.

Produzido pela equipe do DESI Legacy Imaging Surveys, o mapa está disponível para consulta pública e pode ser explorado por pesquisadores, astrônomos amadores e curiosos interessados em investigar o cosmos.

Confira a matéria completa.

Foguete chinês explode apenas 85 segundos após decolar

Um foguete Long March 7A explodiu cerca de 85 segundos após decolar do centro espacial de Wenchang, na ilha de Hainan, na China, nesta segunda-feira (10). Imagens feitas por amadores registraram o momento, e as autoridades chinesas confirmaram que a missão fracassou após uma anomalia durante o voo.

Segundo comunicado da agência estatal chinesa Xinhua, divulgado pela Reuters, o foguete decolou às 20h02 no horário de Pequim (9h02 em Brasília) levando o satélite ChinaSat-4B.

Clique aqui e saiba mais.

Bruno Capozzi

Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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Fonte Original | Notícias – Olhar Digital

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