Na noite da última quinta-feira (29), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgou um vídeo em suas redes sociais defendendo o levante “Demita um petista”, que boicota estabelecimentos comerciais por divergências políticas.
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Com 31,9 mil visualizações em menos de 24 horas, a declaração afirma que os consumidores podem escolher com quem gastar seus salários. Além disso, Nikolas reforça que os ‘esquerdistas’ pediram para que a direita se afastasse, que eles apenas estavam cumprindo uma ordem.
“Vimos empresários e influenciadores que xingaram e acusaram 60 milhões de pessoas de serem extremistas, nazistas, genocidas e golpistas. E agora estão indignados porque esses mesmos não querem mais consumir nos seus estabelecimentos”, fala.
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Toggle“Crise espiritual disfarçada de crise política”
O deputado encerra o vídeo afirmando que o povo não tem conhecimento e que a crise político-partidária vivida pelo país nas últimas eleições é uma “crise espiritual disfarçada de crise política”. Para ele, os eleitores que votaram contra Flávio Bolsonaro para presidência da República, e que estão criticando os boicotes não apresentaram a mesma compaixão aos partidários de direita antes da votação.
“Onde estavam a voz de cada um de vocês, quando eu, assim como tantos outros cristãos, enfrentava as multas, censura e perseguições?”, diz.
Boicotes a empresas ‘esquerdistas’
Milhares de estabelecimentos e empreendedores por todo o Brasil tiveram seus nomes divulgados em listas que determinam o posicionamento político dos mencionados. O boicote contra empresas e profissionais apontados como “petistas” começou após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, nas Eleições de 2026.
Diversos sindicatos e associações estão em movimento para denunciar e enfrentar as práticas de assédio eleitoral. Trabalhadores estão sendo expostos e tendo seus contratos encerrados, sem justa causa.
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Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), de janeiro de 2026 até terça-feira (27), foram 1.937 denúncias recebidas por assédio eleitoral em todo o país. Deste total, 21,4% destes casos foram registrados a partir do domingo de eleições (25).
O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, ressalta que a liberdade de escolha política deve ser respeitada também no ambiente de trabalho. “O empresário é dono do negócio, e não do voto do seu empregado. Demitir trabalhadores por sua convicção política é ilegal e será alvo de atuação do MPT perante a Justiça do Trabalho”, afirma.
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Quem sofreu ou presenciou situações de assédio eleitoral pode apresentar denúncia ao MPT pelo site www.mpt.mp.br. O registro pode ser feito de forma remota e sigilosa, com apresentação de provas e documentos que comprovem a demissão injusta.
*Sob Supervisão de Daiane Nora



