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Crise de chips puxada por avanço de IA afetará a Apple em breve, alerta Cook

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Crise de chips puxada por avanço de IA afetará a Apple em breve, alerta Cook

A receita da Apple cresceu 17% no segundo trimestre fiscal, segundo resultados financeiros reportados na quinta-feira (30). Apesar do número ter superado projeções de analistas, o CEO, Tim Cook, alertou que a escassez de chips de memória deve impactar os negócios da empresa de forma significativa a partir de junho.

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O cenário de crise é impulsionado pela demanda “insaciável” por infraestrutura de inteligência artificial (IA), o que tem elevado os custos de componentes em toda a indústria tecnológica. 

Para enfrentar o problema, a Apple avalia diversas medidas. Entre elas, estão aumentar preços de produtos finais e negociar contratos de longo prazo de suprimentos.

Corrida global pela IA inflaciona custo de componentes e gera competição entre gigantes

A crise é um efeito colateral do sucesso dos chips de IA, como os da Nvidia, que exigem uma quantidade massiva de componentes, o que “sequestra” a oferta global. 

O CEO da Apple explicou que, embora a empresa tenha conseguido manobrar a situação com um impacto “mínimo” até agora, o custo será significativamente maior no próximo período. 

Isso ocorre porque cada nova geração de processadores de IA consome ainda mais memória, o que deixa o mercado para dispositivos de uso pessoal, como smartphones e computadores, cada vez mais desabastecido e caro.

O cenário de pressão atinge todo o setor. Tanto que concorrentes como Microsoft e Meta já revisaram seus planos de investimento para cima devido ao encarecimento do hardware. 

A Microsoft prevê um impacto de US$ 25 bilhões (aproximadamente R$ 124 bilhões) em gastos extras com componentes, enquanto a Meta elevou suas projeções de despesas para até US$ 145 bilhões (R$ 718 bilhões)

Pessoa abrindo caixa de iPhone
Cada nova geração de processadores de IA consome mais memória, o que deixa o mercado para dispositivos de uso pessoal, como smartphones, cada vez mais desabastecido e caro – Imagem: umitc/Shutterstock

Na prática, essa competição feroz por recursos básicos de eletrônica força as big techs a gastarem bilhões de dólares apenas para garantir que sua infraestrutura de IA continue funcionando.

Dentro da Apple, os primeiros sinais de gargalo devem aparecer na linha de computadores Mac, que atualmente possui altos níveis de demanda (em parte, por conta do “boom” de agentes de IA). 


Ao ser questionado por analistas sobre o plano de ação, Cook afirmou que a empresa avaliará uma “gama de opções”, mas evitou detalhar quais modelos poderiam sofrer alterações técnicas ou de preço. 

Segundo a CNBC, especialistas acreditam que a Apple pode ser obrigada a reduzir a quantidade de memória de certos aparelhos. Ou aceitar uma margem de lucro menor para evitar afastar os clientes com preços excessivos.

Uma das estratégias sugeridas por analistas para mitigar o prejuízo é focar eventuais aumentos de preço apenas nas versões Pro e Max do iPhone

Dessa forma, a empresa manteria o valor do modelo base estável para garantir volume de vendas, enquanto compensa os custos elevados nos produtos de luxo. 

Apesar do cenário desafiador, a Apple ainda é vista como a empresa mais bem preparada do setor para suportar a crise. Isso graças ao seu caixa robusto e enorme escala de negociação.

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Apple registra faturamento bilionário enquanto se prepara para troca histórica de comando

Mesmo sob pressão de custos, a Apple entregou um faturamento de US$ 111,2 bilhões (R$ 551 bilhões) no trimestre, o que superou projeções de investidores. 

O grande motor desse resultado foi o iPhone, que viu sua receita saltar 21,7% em comparação ao mesmo período em 2025. O sucesso foi impulsionado pela linha iPhone 17 e pela recepção positiva do MacBook Neo.

No entanto, a fabricação desses aparelhos esbarra em limites físicos: a falta de chips avançados produzidos pela TSMC, em Taiwan. 

O diretor financeiro da Apple, Kevan Parekh, admitiu que os resultados poderiam ter sido ainda mais expressivos se a empresa tivesse conseguido fabricar unidades suficientes para atender a toda a demanda. 

Essa limitação, somada à alta nos preços de memória, ameaça a margem bruta recorde de 49,3% que a Apple ostenta atualmente.

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CEO da Apple, Tim Cook, olhando para o lado e sorrindo, com mãos juntas em gesto de gratidão
Tim Cook tornou-se o CEO mais longevo da história da Apple recentemente – Imagem: FotoField/Shutterstock

Este momento de transição no mercado coincide com uma mudança histórica na liderança da empresa: a saída de Tim Cook do cargo de CEO, marcada para setembro. 

O executivo, que liderou a Apple por mais de uma década, passará o comando para John Ternus, atual chefe de hardware. 

Cook continuará na companhia como presidente do conselho e reforçou sua confiança no sucessor, afirmando que “não há ninguém em quem eu confie mais para liderar”.

O novo CEO assumirá com o desafio imediato de acelerar a Apple na corrida da IA, na qual concorrentes como Google e Microsoft avançaram mais rapidamente. 

A expectativa é que as primeiras grandes respostas tecnológicas da nova gestão apareçam já na conferência de desenvolvedores em junho, com novidades para a assistente Siri

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Enquanto isso, a empresa mantém a projeção de crescer entre 14% e 17% no próximo trimestre.

Pedro Spadoni

Pedro Spadoni

Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba. Já escreveu para sites, revistas e jornal.

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Fonte Original | Notícias – Olhar Digital

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