A gigante farmacêutica Cimed destinou um aporte de R$ 80 milhões para viabilizar sua entrada no mercado de cosméticos de alta tecnologia por meio da marca Mili. Desenvolvida em cooperação técnica com a sul-coreana GDK Cosmetics, a linha estreia em novembro com sete produtos focados em saúde da pele. Os primeiros produtos terão preços entre R$ 100 e R$ 200. As fórmulas da Mili utilizam o ativo METAexosome L55 combinado a peptídeos, apostando no uso de partículas extracelulares para a comunicação celular e renovação da pele.
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ToggleExigências da Anvisa e adequação de fórmulas
A produção ficará centralizada na Ásia, enquanto o registro, a distribuição e a comercialização em território nacional serão geridos exclusivamente pela farmacêutica brasileira, que adequou as fórmulas importadas às normas sanitárias vigentes no país.
Executivos da farmacêutica revelaram que a obtenção das autorizações sanitárias junto à Anvisa para produtos de estética levou cerca de três anos. O desafio central da operação é conciliar a agilidade da indústria da Coreia do Sul, que lança tendências em ritmo acelerado, com os prazos de tramitação regulatória no Brasil.
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João Adibe, CEO da Cimed destacou a exclusividade do produto.
“Não é simplesmente um produto importado pronto. É um produto feito exclusivamente para a Cimed, com tecnologia coreana e adequado às normas da Anvisa”, afirmou para a revista Exame.
Imersão na Ásia e expansão do portfólio
A concepção da nova marca foi precedida por três meses de viagens técnicas realizadas por especialistas da empresa em 18 cidades situadas na Coreia do Sul, China, Taiwan e Japão.
A equipe avaliou mais de 60 fornecedores e frequentou feiras do setor para selecionar matérias-primas inovadoras. O aprendizado obtido na região orientará os próximos lançamentos da companhia, que prevê adicionar novas moléculas ao catálogo a cada trimestre e encerrar o próximo ano com 100 itens cadastrados na categoria.
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“Nessas idas e vindas, começamos a ver o cosmético coreano saindo da Coreia e ganhando o mundo, não só o Brasil, mas os Estados Unidos e a Europa. Como já estávamos naquele mercado de estética, vimos uma oportunidade de nos antecipar”, destacou.
Avanço na estética injetável e preenchedores
Além do segmento de cuidados diários com a pele, a Cimed utiliza a proximidade com o mercado sul-coreano para expandir a Milimetric, sua divisão voltada a procedimentos estéticos injetáveis.
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Após receber R$ 200 milhões em investimentos iniciais, a marca projeta faturar mais de R$ 400 milhões em 2026. A empresa anunciou a ampliação do portfólio com o lançamento de seu primeiro preenchedor corporal à base de ácido hialurônico, disputando um mercado nacional estimado entre R$ 5 bilhões e R$ 7 bilhões ao lado de substâncias como bioestimuladores de colagênio e fios de PDO.
“Até então, tínhamos apenas o preenchedor facial. Agora, vamos disputar o mercado de preenchedores corporais. Falta pouco para completarmos o portfólio e conseguirmos disputar ponto a ponto com os nossos concorrentes”, diz Adibe.
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*Sob supervisão de Luiz Daudt Junior.



