Um acidente em frente a um jardim de infância terminou com a morte de um recém-nascido de apenas 12 dias em Quilmes, na Argentina. Lucas estava no colo da mãe quando um abacate se desprendeu de uma árvore e atingiu sua cabeça. O bebê sofreu múltiplas fraturas no crânio e hemorragias, passou por cirurgia e ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas morreu quatro dias depois, no domingo (25). As informações são do jornal O Globo.
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O acidente aconteceu no dia 22, por volta das 8h, na entrada do Jardim de Infância 949, localizado na Rua Conesa. Giuliana Gómez, mãe de Lucas, havia levado o outro filho, de cinco anos, à unidade de ensino quando foi surpreendida pela queda da fruta, proveniente de uma das três árvores que ficam na calçada.
Em relatos à imprensa argentina, Giuliana contou que pediu ajuda ao Serviço de Atendimento Médico de Emergência (SAME, na sigla em espanhol) e aos bombeiros. Professoras e outras mães que estavam no local também tentaram socorrer o bebê. Diante da demora no atendimento, porém, o pai de Lucas decidiu levá-lo por conta própria a uma unidade de saúde.
“Passaram-se 30 minutos e o pai do meu filho nos levou até o hospital, já que o SAME não tinha o necessário para atender o meu bebê”, relatou a mãe.
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ToggleFamília afirma que havia pedido poda das árvores
Além da dor pela perda, os familiares questionam a falta de providências em relação às árvores que ficam em frente à instituição. Segundo Giuliana, a direção do jardim de infância já havia solicitado a poda dos pés de abacate desde o ano anterior, mas não recebeu uma resposta das autoridades municipais. Ela também afirma que outros acidentes já tinham sido registrados no local.
“Se tivessem ouvido as reclamações, hoje não estaríamos lamentando a perda. Existem arquivos feitos no jardim de infância desde o ano passado e não tiveram resposta”, declarou.
A mãe também falou sobre a dificuldade de lidar com a morte do recém-nascido. “Você não pode aceitar uma perda dessas”, afirmou.
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As intervenções nas árvores só foram realizadas dois dias depois do acidente. O Ministério Público de Quilmes investiga o caso como morte por negligência.
Ariel Gil Cels, advogado da família, confirmou ao veículo argentino Infobae A las Nueve que Giuliana prepara uma apresentação formal para que sejam apuradas as responsabilidades pelo ocorrido.
No Brasil, quem responde pela poda de árvores
A situação triste da Argentina tem paralelo direto na Justiça brasileira. A arborização de ruas e calçadas é atribuição do município, e a omissão no dever de poda já gerou condenações.
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No Distrito Federal, o Tribunal de Justiça (TJ-DF) manteve a condenação solidária do Distrito Federal e da Novacap por um galho que caiu sobre um pedestre, sendo que moradores já haviam pedido o cortes das árvores e não foram atendidos.
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