Nesta quinta-feira (16), a SpaceX falhou ao tentar enviar o foguete Starship ao espaço pela 13ª vez.
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Minutos após o problema, Elon Musk, dono da SpaceX, escreveu, no X, que “alguns dos motores não ligaram, provocando uma interrupção automática do lançamento”.
Ele afirmou, ainda, que dois motores Raptors serão substituídos e reforçou seu comentário anterior, dizendo que a data de lançamento mais provável é “no início da próxima semana”.
To be confident of a good flight, 2 Raptors will be removed & replaced. Most probable launch timing is early next week.
— Elon Musk (@elonmusk) July 17, 2026
Nesta sexta-feira (17), a SpaceX confirmou em seu site que fará uma nova tentativa na segunda-feira (20). A janela para a decolagem será aberta às 19h45 (horário de Brasília) e dura 1h30.
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ToggleO que esperar do lançamento
O novo voo de teste do Starship tem objetivos semelhantes aos da missão anterior, que marcou a estreia dos veículos Starship e Super Heavy na versão V3. Desta vez, porém, a missão também terá como novidade o transporte, pela primeira vez, de satélites Starlink V3 de nova geração.
O principal objetivo do propulsor Super Heavy será completar com sucesso todas as etapas iniciais do voo, incluindo o lançamento, a subida, a separação entre os estágios, a queima de retorno (boostback burn) e a queima de pouso em um ponto de aterrissagem offshore localizado no Golfo do México.
Para isso, a empresa afirma ter implementado diversas modificações de hardware e software para corrigir problemas identificados durante o teste anterior.
SpaceX corrige problemas registrados na separação dos estágios
Segundo a empresa, durante a separação dos estágios no voo 12, pequenas diferenças no acionamento dos motores da Starship fizeram com que a manobra de giro do Super Heavy ficasse desalinhada em cerca de 90 graus.
Para evitar que isso volte a ocorrer, a sequência de partida dos motores foi alterada para ser mais resistente a variações de tempo e executar a rotação na direção desejada com maior confiabilidade. A mudança também busca melhorar o desempenho geral do sistema.
Também no 12º voo, após a separação dos estágios e a manobra de giro, o Super Heavy iniciou a queima de retorno, mas cinco dos seus 33 motores apresentaram problemas durante a tentativa de reacendimento, fazendo com que a manobra fosse encerrada antes do previsto.
Para o novo voo, o propulsor recebeu modificações de hardware destinadas a aumentar a confiabilidade do reacendimento dos motores, além de atualizações nos sistemas de alarmes e abortos para refletir melhor as condições encontradas em um ambiente de voo com múltiplos motores operando simultaneamente.
Starship tentará lançar 20 satélites Starlink V3
Já o estágio superior do Starship terá três objetivos principais: colocar em órbita suborbital 20 satélites Starlink V3, realizar o reacendimento de um único motor Raptor no espaço e executar novamente uma entrada controlada na atmosfera, seguida de descida e amerissagem no Oceano Índico.
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A SpaceX também promoveu diversas alterações no sistema de propulsão da Starship para solucionar a falha de motor registrada durante o voo anterior.
Cerca de 40 segundos após a separação dos estágios na missão passada, a nave perdeu um dos seus três motores Raptor otimizados para operação no vácuo. Apesar da falha, o veículo conseguiu demonstrar sua capacidade de continuar a missão mesmo com um motor inoperante e atingiu a trajetória suborbital planejada.
A empresa informa que foram realizadas diversas modificações de hardware e operacionais para solucionar as causas interligadas do problema. Melhorias adicionais na confiabilidade também estão previstas para as próximas versões do motor Raptor.
Nova geração da Starlink estreia na missão
Pela primeira vez, a Starship levará ao espaço satélites Starlink V3, desenvolvidos para ampliar significativamente a capacidade da rede e aumentar a velocidade oferecida aos usuários.
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Neste teste inicial, a nave deverá liberar 20 satélites. Após a separação, eles irão abrir seus painéis solares e antenas e tentar estabelecer conexão com a constelação Starlink por meio de lasers de alta capacidade.
Os satélites permanecerão na mesma trajetória suborbital da Starship e deverão ser destruídos durante a reentrada atmosférica aproximadamente 20 minutos após serem liberados.
Satélites vão inspecionar escudo térmico da Starship
Seis dos satélites receberam um conjunto de câmeras capaz de inspecionar o escudo térmico da Starship durante o voo e transmitir as imagens para as equipes em solo.
O objetivo é continuar testando métodos de análise das condições do escudo térmico para futuras missões em que a Starship deverá retornar ao local de lançamento.
Como parte desse experimento, diversas placas do revestimento térmico da nave foram pintadas de branco para simular peças ausentes e servir como alvos para as câmeras.
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Escudo térmico também receberá novos experimentos
Além das inspeções feitas pelos satélites, a missão testará uma série de melhorias e experimentos relacionados ao escudo térmico da Starship, dando continuidade ao desenvolvimento de um veículo totalmente reutilizável e com rápida preparação para novos voos.
Entre os testes previstos está a instalação de múltiplas placas térmicas na parte metálica dos flaps traseiros da nave, além do uso de placas modificadas e novos mecanismos de fixação na região do escudo térmico que cobre a saia traseira. O objetivo é coletar dados em voo sobre diferentes métodos de fixação.
A Starship também utilizará placas equipadas com sensores de carga para medir os esforços sofridos pelo escudo térmico durante a subida. Nesta missão, a nave enfrentará uma pressão dinâmica maior do que em voos anteriores, o que aumentará o estresse sobre as fixações das placas em troca de uma capacidade superior de transportar carga para a órbita.
Bruno Capozzi
Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.
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Fonte Original | Notícias – Olhar Digital



