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Antílope-azul que viveu há 260 anos pode voltar com “desextinção”

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Antílope-azul que viveu há 260 anos pode voltar com “desextinção”

Nesta quinta-feira (30), a empresa de biotecnologia Colossal Biosciences anunciou a inclusão do bluebuck, um antílope extinto por volta de 1800, em sua lista de espécies estudadas para possível “desextinção”. O animal se junta a projetos que já envolvem o mamute-lanoso, o dodô, o moa, o tilacino e o lobo-terrível.

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De nome científico Hippotragus leucophaeus, o antílope-azul desapareceu principalmente devido à caça intensiva durante a colonização europeia na África do Sul. A espécie foi descrita oficialmente em 1766, mas sobreviveu por pouco tempo após esse registro.

Em resumo:

  • Colossal Bioscences inclui antílope-azul na lista de “desextinção”;
  • Espécie foi extinta pela caça na África do Sul;
  • Proximidade genética facilita testes com espécies vivas;
  • Técnicas usam OPU, células-tronco e edição genética;
  • Meta é reintrodução, apesar de desafios científicos.

Como era o antílope-azul

Com pelagem azul-acinzentada, chifres curvos e marcas faciais marcantes, o animal tinha cerca de 1,2 metro de altura no ombro, sendo menor que espécies aparentadas ainda existentes. Mesmo com poucos registros visuais, pesquisadores afirmam ter dados suficientes para orientar tentativas de reconstrução.

A escolha do bluebuck está ligada à sua proximidade com antílopes vivos, como o antílope-ruão e o antílope-sable. Essa relação genética pode facilitar experimentos e contribuir para a preservação de outras espécies ameaçadas, como o saiga, o adax e a gazela-dama.

Entre as técnicas utilizadas está a OPU (sigla para Over-the-Position – Operação de Unidade de Proteção), método de coleta de óvulos de animais vivos. Esses óvulos podem ser usados em fertilização em laboratório, combinados com material genético editado para gerar embriões com características próximas às do antílope-azul.


O procedimento é feito com auxílio de ultrassom, por meio de uma agulha que alcança o ovário do animal. A técnica já apresentou bons resultados em espécies como o antílope-ruão e o órix-de-cimitarra.

Outro avanço envolve o uso de células-tronco pluripotentes, capazes de se transformar em diferentes tipos de tecido. Isso permite realizar testes genéticos de forma mais controlada, sem depender exclusivamente de animais vivos.

De acordo com a equipe, recriar características do antílope-azul pode exigir mais de 100 alterações genéticas. O número elevado reflete a complexidade do processo e a limitação de informações disponíveis sobre a espécie.

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Falta de DNA representa desafio para “desextinção”

A escassez de DNA é um dos principais desafios. Existem apenas cinco exemplares preservados em museus, mas ainda assim foi possível reconstruir um genoma detalhado a partir de um deles.

Estudos indicam que o antílope-azul tinha baixa diversidade genética, mas manteve estabilidade por cerca de 400 mil anos. Essas informações ajudam a entender melhor a espécie e orientar estratégias atuais.

O objetivo final é reintroduzir um animal semelhante ao antílope-azul em regiões da África do Sul onde ele vivia. Para isso, há colaboração com organizações ambientais focadas na recuperação de habitats.

Apesar dos avanços, ainda existem dificuldades técnicas. Métodos como fertilização in vitro e transferência nuclear precisam atingir alto nível de precisão, como mostram desafios enfrentados em projetos com outras espécies.

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Mesmo assim, os pesquisadores seguem otimistas. Embriões já estão em desenvolvimento, e a edição genética avança para etapas mais finais.

A proposta, antes vista como distante, começa a se tornar mais concreta. Ainda não há garantias, mas o projeto levanta a possibilidade de devolver à natureza um animal muito próximo do antílope-azul.


Fonte Original | Notícias – Olhar Digital

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