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O que causou o fim do Sora, da OpenAI?

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O que causou o fim do Sora, da OpenAI?

O fim do Sora, plataforma de geração de vídeos da OpenAI, pegou parceiros e executivos de surpresa. O encerramento foi anunciado na semana passada e marca uma mudança na estratégia da desenvolvedora na corrida de IA.

O Sora foi apresentado inicialmente como a próxima grande aposta da empresa após o sucesso do ChatGPT. O aplicativo prometia democratizar a criação de vídeos com IA, permitindo que usuários inserissem a si mesmos em diferentes cenários, e publicassem tudo em uma rede social própria.

A proposta chegou a atrair o interesse de gigantes do entretenimento, como a Disney, que fechou um acordo bilionário para licenciar mais de 200 personagens para uso dentro da plataforma.

A decisão de descontinuar o produto foi comunicada internamente e confirmada publicamente pela OpenAI, encerrando um projeto que vinha sendo tratado como peça central na expansão da desenvolvedora para o mercado criativo.

O movimento também interrompeu o acordo com a Disney. Segundo apuração do The Wall Street Journal, executivos da empresa de mídia teriam sido informados do fim do Sora pouco antes do anúncio oficial.

O que levou ao fim do Sora?

Apesar do impacto inicial no mercado e do interesse do público, o Sora enfrentava dificuldades internas. O uso da ferramenta não cresceu como esperado após o lançamento do aplicativo independente, e a base de usuários recuou após um pico inicial.

Além disso, o produto demandava grande capacidade computacional – um dos recursos mais valiosos na indústria de IA. A geração de vídeos exige muito mais processamento do que modelos baseados em texto, o que elevava significativamente os custos operacionais.

Segundo relatos, o Sora chegou a consumir uma parcela relevante dos chips disponíveis da empresa, sem retorno financeiro proporcional. Estimativas indicam que a operação gerava prejuízo diário.

Diante desse cenário, a OpenAI optou por redirecionar seus recursos para áreas consideradas mais estratégicas.

A decisão está alinhada com um reposicionamento mais amplo da companhia, que prepara uma possível abertura de capital (IPO) e busca priorizar produtos com maior potencial de receita. Entre as prioridades estão ferramentas voltadas ao mercado corporativo e sistemas de IA capazes de executar tarefas de forma autônoma, como programação, análise de dados e automação de processos. A empresa trabalha na integração dessas funcionalidades em um “superaplicativo”.

Internamente, a avaliação foi de que manter o Sora comprometeria a evolução dessas iniciativas, especialmente diante da necessidade de liberar capacidade computacional para novos modelos.

Em comunicado de encerramento, Sam Altman agradeceu os envolvidos na iniciativa do Sora (Imagem: Tada Images/Shutterstock)

Projeto enfrentou desafios técnicos e de segurança

Segundo o WSJ, o desenvolvimento do Sora era conduzido por uma equipe relativamente isolada dentro da OpenAI, o que levou funcionários a descreverem o projeto como uma espécie de “startup dentro da empresa”.

Apesar do impacto visual das demonstrações iniciais, o produto enfrentou críticas internas, incluindo preocupações com segurança, direitos autorais e uso indevido da tecnologia. Casos de conteúdo controverso – como vídeos envolvendo figuras públicas em contextos fictícios – geraram reações negativas e pressionaram a empresa a revisar políticas.

Além disso, o fim do Sora ocorre em um momento de intensificação da disputa no setor de IA. Enquanto o Google avançava com o Gemini e a Anthropic ganhava espaço com ferramentas voltadas a desenvolvedores, a OpenAI passou a sentir pressão para reforçar sua presença em aplicações práticas.

Ao mesmo tempo, a empresa enfrentou uma disputa agressiva por talentos, especialmente por parte da Meta, que buscou atrair pesquisadores-chave envolvidos no desenvolvimento do modelo.

Para Sam Altman, CEO da OpenAI, a decisão foi um “sacrifício necessário” para concentrar esforços em projetos com maior impacto de longo prazo. A tecnologia de geração de vídeo ainda pode reaparecer de outras formas dentro do ecossistema da empresa, mas o Sora, como produto independente, chega ao fim.

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Fonte Original | Notícias – Olhar Digital

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